sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Morando Fora - Vida de outbacker

Quando a gente sai de casa parece que dá mais coragem para fazer coisas que antes nem passavam pela nossa cabeça, como por exemplo, trabalhar! Pelo menos na minha realidade, enquanto morava na casa dos meus pais, era sombra, água fresca e piscininha do lado, sempre com tudo nas mãos. Mas depois que me mudei para Vitória, resolvi que seria mais independente e a oportunidade que caiu de pára-quedas no meu colo foi trabalhar no Outback Steackhouse, que veio para cá em junho do ano passado.

Para quem não conhece, o Outback é uma rede de restaurantes americana que existe no mundo inteiro. A temática da decoração das lojas é toda baseada na Austrália, uma graça, e a comida é deliciosamente gostosa. Os pratos mais famosos são a Bloomin Onion, uma cebola enorme temperada e frita (até quem não gosta de cebola curte), a Aussie Cheese Fries, porção generosa de batatas-fritas com queijo derretido e bacon, e a Ribs on the Barbie, costela de porco defumada, grelhada e regada ao molho barbecue. O destaque também é para as carnes, claro.





A seleção para o trabalho foi complexa: três entrevistas e uma prova. Além disso, todos deveriam saber se comunicar em inglês. Enfim, fui selecionada e me tornei uma waitress; daí foi uma semana de treinamento intenso em atendimento nos padrões da casa e posso dizer que dominei a arte com louvor. Ainda digo mais, depois de passar pelo treinamento, fui realmente perceber como o atendimento em outros restaurantes é precário.

O ritmo de trabalho era bem puxado, na maioria das vezes eu entrava às 16h30 e saía só de madrugada. Era estressante sim, mas lá tive a oportunidade de crescer bastante, conhecer pessoas maravilhosas e ganhar um dinheirinho legal. Diferente de outros restaurantes, os 10% não ficavam com a casa, 7% era do waiter e os outros 3% dividíamos com o pessoal da cozinha, limpeza e recepção. E muitas vezes ainda ganhávamos caixinha dos clientes, uma graninha extra.

Enquanto trabalhei lá, atendi a mesa de alguns estrangeiros e os que mais me marcaram foram três canadenses que estavam aqui a trabalho pela Vale (ou seria Petrobras?); além de me darem os 10%, ganhei R$60 de caixinha. 

Acabei ficando lá pouco mais de um mês, apenas. Ok, o salário era muito bom, tanto é que nesse tempo ganhei ao todo R$2.400, mas mesmo assim a rotina era muito difícil para conciliar estudos e trabalho. Eu estava de férias quando comecei a trabalhar no Outback, por isso aguentava de boa, mas quando as aulas começaram... ficou difícil. Além disso, meus pais sempre babaram meu ovo como graduanda em jornalismo e queriam que eu trabalhasse ou estagiasse em algo voltado para minha área, o que contou demais para minha escolha de pular fora.
Mesmo assim, não posso reclamar. Os benefícios foram muito maiores do que o esperado.


Um comentário:

  1. ei amiga, eu li mas to com preguiça de comentar kkk
    bjoo

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